Cidades João Pessoa - PB
Batalha do Beco exalta consciência, rima e tradição com Coral Orikis no Centro Histórico da Capital
O projeto Batalha do Beco apresenta, neste sábado (7), o ‘Novembro no Beco: consciência, rima e tradição’, que terá como atração o coral de vozes a...
06/11/2026 14h09
Por: Redação Fonte: Prefeitura de João Pessoa - PB

O projeto Batalha do Beco apresenta, neste sábado (7), o ‘Novembro no Beco: consciência, rima e tradição’, que terá como atração o coral de vozes afro-indígenas Orikis. Organizado pelo Coletivo Batalha do Beco, o evento tem apoio da Prefeitura de João Pessoa, por meio de sua Fundação Cultural (Funjope), e acontece na Praça Rio Branco, Centro Histórico da cidade, a partir das 18h.

“Nós, da Prefeitura de João Pessoa, acolhemos o projeto da Batalha do Beco que passou a ser realizado na Praça Rio Branco, após o Sabadinho Bom, como uma forma de estimular e desenvolver ainda mais a cultura da juventude urbana de João Pessoa. Os nossos jovens, utilizando a linguagem do hip-hop, conseguem se traduzir e criar, a partir das suas próprias manifestações artísticas e estéticas, um encantamento da cidade”, analisa o diretor executivo da Funjope, Marcus Alves.

Ele ressalta que a Praça Rio Branco tem sido ocupada por uma legião de jovens dispostos a mostrar a sua potencialidade criativa, como é o desejo do prefeito Leo Bezerra. “Por isso, nós acolhemos o projeto da Batalha do Beco neste mês, inclusive dedicando essa experiência ao mês da Consciência Negra. Então, é mais uma atividade que valoriza e estimula a proteção e garantia dos direitos da população de origem afro-brasileira na cidade de João Pessoa”, destaca o diretor.

A socióloga Suéria Dantas, produtora executiva do Coletivo Batalha do Beco, concorda e ressalta a participação do Coral Orikis. “Receber o Coral Orikis na programação da Batalha do Beco é uma alegria e, sobretudo, uma oportunidade de reafirmar o papel da cultura hip-hop como espaço de preservação da memória, transmissão de saberes e valorização da história e da identidade negra”, comenta.

Ela destaca que o hip-hop nasce das experiências e das expressões culturais das populações negras e periféricas e carrega, em suas linguagens, a memória de suas lutas, a afirmação de suas existências e a reivindicação por direitos.

“Quando abrimos nosso palco para o Orikis, aproximamos diferentes expressões da cultura negra, fortalecemos os encontros entre gerações e reconhecemos a arte como território de pertencimento, continuidade e salvaguarda da nossa ancestralidade. Que esse encontro seja também uma celebração da nossa história e da potência de nossas vozes”, pontua.

Coral – Idealizado pelo maestro Viktor Makeba e acolhido pelo artista plástico Elioenai Gomes, o Orikis reúne pessoas afro-indígenas em um encontro de vozes que celebram a ancestralidade, a memória e a identidade negra.

Com um repertório dedicado à obra de Escurinho, o coral transforma a música em expressão de pertencimento, afeto e valorização da cultura afro-indígena. “Para nós, do Orikis, ocupar esse palco junto à Batalha do Beco é uma oportunidade muito especial de celebrar a cultura negra em sua diversidade. A música, assim como o hip-hop, é uma forma de expressão, memória e encontro entre gerações. Estar nesse espaço, compartilhando nossas vozes com a cultura de rua, é reconhecer que a ancestralidade também pulsa nas manifestações culturais do nosso tempo. É uma alegria fazer parte desse momento”, destaca Viktor Makeba.

História – A Batalha do Beco surgiu em 2013, no Beco da Cachaçaria Philipéia, no Centro Histórico de João Pessoa. Desde então, tornou-se um espaço de encontro e expressão para MCs, DJs, B-boys, B-girls, grafiteiros, poetas e outros artistas ligados à cultura hip hop.

O movimento se consolidou, com o passar do tempo, como espaço de expressão artística, pertencimento e formação, envolvendo batalhas de rima, saraus poéticos, rodas de breaking, intervenções de grafite e outras manifestações. A iniciativa contribui para o protagonismo de jovens que encontram no movimento uma oportunidade de apresentar sua produção artística e ocupar espaços culturais.