O Hospital Estadual de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa, referência no atendimento a vítimas de acidentes de trânsito, celebrou a alta hospitalar de Pedro Henrique Trajano, adolescente de 14 anos que esteve internado por três meses após um grave acidente de moto que resultou em tetraplegia.
Durante o período entre a UTI e a enfermaria pediátrica, Pedro enfrentou não apenas os desafios físicos do trauma, mas também uma intensa batalha emocional, marcada por momentos de dor e tristeza. No entanto, foi justamente nesse ambiente que o adolescente redescobriu a esperança, impulsionado pela amizade com Joalisson Alves, também paciente da unidade, e pela música, que se tornou um importante recurso terapêutico para ambos.
As vozes dos adolescentes ecoavam pelos corredores do hospital, especialmente em canções de Pablo, o “rei da sofrência”, que serviam como um escape emocional e um instrumento de resiliência diante das dificuldades enfrentadas.
A equipe multiprofissional do Hospital de Trauma desempenhou papel fundamental no processo de reabilitação de Pedro. A psicóloga Rita Calado destacou o aspecto emocional do tratamento. “Mais do que uma recuperação física, o que vimos aqui foi um renascimento emocional”, completou.
A enfermeira da UTI Pediátrica, Mouryene Palmeira, que acompanhou Pedro por mais de dois meses, enfatizou a importância do trabalho conjunto da equipe. “Ver o Pedro evoluir, sair com vida, falando, se alimentando e com parte da autoestima restabelecida é motivo de muita gratidão. A tão sonhada alta é fruto do empenho coletivo”, frisou.
Representando a coordenação da Pediatria, a enfermeira Amanda Regina Sousa ressaltou a força e a esperança do adolescente, que mesmo com as limitações decorrentes da tetraplegia, segue para casa com suporte de home care. “Comemoramos a vitória de Pedro, que vai para casa cheio de esperança para viver, cantando e acreditando na vida”, salientou.
O Hospital Estadual de Emergência e Trauma da Capital reforça seu compromisso com a assistência humanizada e integral, buscando promover não apenas a recuperação física, mas também o acolhimento emocional, fundamentais para a reabilitação dos pacientes. Nos primeiros seis meses de 2025, a unidade recebeu 6.109 vítimas de acidentes de trânsito, sendo que 4.792 delas envolveram motociclistas, correspondendo a uma média mensal de 800 pacientes e representando 78,5% dos atendimentos.


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