A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou nesta quarta-feira (1º) projeto que amplia o atendimento de saúde a famílias que sofreram perdas gestacionais, fetais ou neonatais e permite o uso da borboleta roxa como símbolo de luto perinatal. O texto precisa passar por votação suplementar na CAS antes de seguir para análise na Câmara dos Deputados.
O PL 5.099/2023 , da senadora Damares Alves (Republicanos-DF), recebeu um texto alternativo do senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP). A proposta altera a Política Nacional de Humanização do Luto Materno e Parental para assegurar acompanhamento psicológico e outros cuidados assistenciais de saúde a familiares enlutados, além de ampliar o apoio às mulheres que tiveram perdas gestacionais.
A versão do relator prevê que mãe, pai e outros familiares diretamente envolvidos sejam encaminhados, quando solicitado ou constatada a necessidade, para acompanhamento psicológico após a alta hospitalar e para os demais cuidados assistenciais previstos. O atendimento deverá ocorrer, preferencialmente, na residência da família ou na unidade de saúde mais próxima que disponha de profissional habilitado.
O substitutivo também garante às mulheres que sofreram perdas gestacionais acesso a exames para investigar a causa do óbito e acompanhamento específico em uma gestação futura.
O texto também permite que as unidades de saúde adotem voluntariamente a borboleta roxa como identificação não verbal de perdas gestacionais, fetais ou neonatais. O símbolo poderá ser utilizado em acomodações, leitos, alas e prontuários, respeitada a vontade da família e mediante divulgação institucional.
O substitutivo incorporou emenda da autora sobre o uso da borboleta roxa. Já a emenda da CDH que substituía a expressão "nascituro" por "neonato" não foi acolhida.
O projeto original alterava a Lei 11.634, de 2007, para garantir acomodação reservada às mulheres que sofreram abortamento ou morte perinatal. O relator retirou essa alteração e concentrou as mudanças na Política Nacional de Humanização do Luto Materno e Parental, criada após a apresentação da proposta.
O relator explicou que substituiu a expressão "cuidados terapêuticos" por "cuidados assistenciais de saúde", por considerar que a nova redação abrange também acompanhamento clínico, orientação social e outras intervenções multiprofissionais.
— O sofrimento decorrente da perda exige não apenas acolhimento e suporte psicológico imediato, mas também intervenções estruturadas capazes de favorecer a elaboração do luto e promover a recuperação integral da mulher e de seus familiares — destacou o relator.
Senado Federal Debate aponta falta de pessoal no TRT-2 e demanda nomeação de concursados
Senado Federal Candidaturas femininas ao Senado crescem e chegam a todos os estados
Senado Federal Debate aponta falta de pessoal no TRT-2 e possibilidade de nomear concursados
Senado Federal Sancionada ampliação de produtos em estoque público para alimentação animal
Senado Federal Em Oiapoque, Davi comemora possível exploração de petróleo na Margem Equatorial
Senado Federal Eleições 2026: veja os números das candidaturas oficializadas 
Mín. 24° Máx. 37°
Mín. 26° Máx. 38°
Tempo nubladoMín. 21° Máx. 39°
Parcialmente nublado


