A Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, iniciou nesta quarta-feira (20) a sexta fase da Operação Mute que acontece em todo país. O objetivo é combater as organizações criminosas dentro das unidades prisionais e com isso reduzir os índices de violência em âmbito nacional. A operação conta com a atuação de policiais penais federais, estaduais e distritais em unidades prisionais de todos os estados do país e se estenderá até a sexta-feira (23).
Somando o resultado das cinco fases anteriores, a Operação Mute poderá ao final da sexta fase, chegar em um número superior a 5,5 mil celulares apreendidos. Isso destaca a importância desta ação que é considerada a maior operação integrada realizada pela SENAPPEN no contexto de combate ao crime organizado.
O número de policiais penais envolvidos na operação também chama a atenção e poderá chegar a 20 mil agentes em atuação em mais de 350 unidades prisionais onde estão custodiados mais de 350 mil pessoas privadas de liberdades.
Durante a Operação Mute, policiais penais realizam as revistas em pavilhões e celas em todo o país de forma simultânea em busca de aparelhos celulares que ingressam de forma proibida e são utilizados pelo crime organizado como ferramentas para a perpetração de delitos desdobrando no consequente avanço da violência nas ruas. A Operação Mute é a maior realizada pela SENAPPEN pelo número de estados participantes, quantidade de policiais penais federais e estaduais envolvidos e unidades prisionais estaduais revistadas.
Essas comunicações proibidas configuram um problema nacional com sérios impactos sociais, psicológicos e econômicos. Neste contexto, a Diretoria de Inteligência Penitenciária (DIPEN) propõe a Operação Mute e outras medidas de enfrentamento como a implementação de rotinas e procedimentos nos estabelecimentos penais, em conjunto com as inteligências penitenciárias das agências estaduais, para o enfrentamento das comunicações proibidas no sistema prisional nacional.
A Operação MUTE ocorre em todas as unidades federativas, por meio de "mutirões" de revistas com o objetivo prioritário de combater o crime organizado no interior das unidades prisionais, e influenciar na diminuição dos crimes violentos letais intencionais (CVLI), sendo orquestradas pela Coordenação de Projetos e Inovação – COPIIN/DIPEN/SENAPPEN e agências de inteligência das polícias penais dos estados envolvidos na operação.
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Ascom/Seap-PB com Divisão de Comunicação da SENAPPEN
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